segunda-feira, 25 de julho de 2016


Fatores que influenciam a oração

Há três realidades importantes que nós, como seguidores de Cristo devemos considerar, ao investigarmos o papel e a importância da oração nas nossas vidas.
1º Livre arbítrio. 
Deus decretou soberanamente que o homem deve ter vontade própria para decidir sobre escolhas de carácter moral. Através da Sua Palavra e do Espírito Santo dentro de nós, Ele deu à mente dos crentes olhos iluminados, para compreenderem a Sua vontade e tomarem as decisões corretas. Ele experimenta-nos para ver se procedemos dessa maneira. Se o não fizermos, então estamos a agir na carne e, consequentemente, estamos a resistir à Sua vontade (Ver. Gl.5:16-17). Quanto mais cheios do conhecimento da Sua vontade estivermos (Cl.1:9), mais a desejaremos obedecer. Mas para estarmos nesta posição, devemos crucificar a carne e ser transformados pela renovação da nossa mente, para podermos verificar qual é a boa, aceitável e perfeita vontade de Deus (Rm.12:2). Trata-se da renovação da nossa total submissão a Cristo, para nos tornarmos como Êle de maneira mais completa. Para atingirmos este objetivo, torna-se necessário adaptar numa base diária o papel inter-ativo da oração e do estudo bíblico.
2º A fraqueza da nossa carne. 
Mesmo que a nossa velha natureza (a carne), possa ser crucificada, como cristãos nós estamos sujeitos às fraquezas e enfermidades do corpo humano (chamadas também a ‘carne’, como acima referimos)). A santidade é a única solução para este problema. Paulo diz: “Eu falo-vos em termos humanos devido à fraqueza da vossa carne… Agora apresentai os vossos membros como escravos da retidão para santidade” (Rm.6:19). Estas fraquezas são as limitações da nossa fôrça, conhecimento, fragilidade emocional e também a possibilidade de sermos tentados através dos nossos sentidos. Uma vez que as fraquezas inerentes à nossa condição humana não são por si próprias pecado, Cristo compreende-as: “Porque nós não temos um Sumo Sacerdote que não possa compreender as nossas fraquezas… Portanto, aproximemo-nos ousadamente do trono da graça, para que possamos obter compaixão e encontrar graça que nos ajudem na hora da necessidade” (Hb. 4:15-16). Que bela razão para continuarmos em oração!
3º Vencer num mundo vil.
 Nós vivemos num mundo controlado pelo diabo (Jo.14:30;  2 Co.4:4; 1 Jo.5:19). Portanto, devemos orar para que o Senhor nos livre do maligno. Visto que o diabo governa de facto “o presente mundo vil” (Gl.1:4), devemos pedir a Deus a Sua intervenção ativa nas nossas vidas e fortalecermo-nos no Senhor, de modo a sermos capazes de nos manter firmes contra as artimanhas do diabo (Ef.6:10-12). Especialmente no “dia da tentação” (Ef.6:13) quando Satanás vai desencadear forte ataque contra nós para nos ferir, enganar espiritualmente ou levar a tomar a decisão errada, devemos estar fortes no Senhor e não sucumbir aos seus ataques e tentações. Devemos submeter-nos ao Senhor em oração (Tg.4:7), e ver como Ele, como autoridade final o subjugará, e evitará a realização dos seus vis propósitos. Isto é verdadeira guerra espiritual, mas sem a intervenção de Deus, sem a nossa diligente obediência à Sua Palavra e sem a orientação do Espírito Santo, as coisas poderão correr horrivelmente mal.

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